Conexões: saiba mais


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 Aeroporto Internacional de Dallas, nos Estados Unidos.

 

 

     As conexões aéreas são cada vez mais frequentes nas viagens dos brasileiros. A ausência de rotas diretas ponto a ponto ou o preço mais baixo de um vôo com conexão são os dois principais motivos que fazem com que um passageiro escolha o vôo com conexão.

 

     Existem alguns riscos que se deve correr e algumas atenções que devem ser tomadas na hora de escolher sua conexão. Abaixo separamos as conexões dentro do Brasil e as conexões feitas no exterior pois existem peculiaridades em cada caso. 

 

     Em primeiro lugar saiba diferenciar uma conexão de uma escala. Quando um passageiro viaja de um lugar para outro e durante o vôo o avião pousa em um aeroporto intermediário e o passageiro não precisa descer, então o avião fez uma escala. Se houver necessidade do passageiro descer do avião e ter que pegar outra aeronave para seguir viagem, então temos uma conexão. 

 

 

CONEXÕES NACIONAIS:

 

 

     No Brasil as 4 principais companhias aéreas (TAM, GOL, Avianca e Azul) cobrem praticamente todo o território nacional. São tantos destinos e rotas aéreas que é impossível disponibilizar vôos diretos entre todos eles. Por isso, elas disponibilizam alternativas com conexões em aeroportos já pré-definidos com horários de chegada e partida já descritos na passagem adquirida.

 

     Os aeroportos mais movimentados são também os mais importantes pontos de conexão oferecidos pelas companhias aéreas devido ao grande fluxo de aeronaves e o número maior de rotas disponíveis. Por conta disto, as chances de ocorrerem problemas aumenta. O próprio grande fluxo de vôos de um determinado aeroporto pode atrasar o pouso do primeiro trecho ou a decolagem do segundo trecho de sua viagem. Além disso, a distância entre os portões de desembarque e embarque podem ser grandes e uma conexão curta dificultaria a vida do passageiro se houver atraso no primeiro trecho. 

 

     Se possível prefira uma conexão em um aeroporto menor e com o tempo de conexão entre 1 e 2 horas pelo menos. Os aeroportos com o maior número de conexões disponíveis são:  o Aeroporto Internacional de Guarulhos e Congonhas em São Paulo, Galeão no Rio de Janeiro e Brasília. Outros importantes pontos de conexão são Confins em Belo Horizonte, Campinas, Salvador, Recife, Fortaleza e Manaus.

 

     Nunca compre duas passagens aéreas com os trechos de seu vôo separados para sua viagem com conexão. Sempre compre as opções que as companhias aéreas já oferecem com os dois trechos na mesma passagem. Isto garante a mesma franquia de bagagem para os dois vôos (com raras exceções) e garante seus direitos civis caso a conexão seja perdida. A companhia aérea é obrigada colocar o passageiro no próximo vôo disponível mesmo que seja de outra companhia aérea. Caso não seja possível a companhia aérea é obrigada a dar hospedagem e refeições até a confirmação do vôo a ser pego.

 

     Despacho de bagagens: existe uma regra determinada pela IATA na qual nas conexões com até 4 horas entre os vôos o passageiro despacha as bagagens no aeroporto de origem e só as retira no aeroporto de destino final. Esta regra não é totalmente obedecida por problemas maiores e por isso sempre pergunte no balcão de check-in onde você deverá retirar sua bagagem. O cartão de embarque pode ser um bom indício. Caso você faça o check-in online e já sair os dois cartões de embarque, é um grande sinal de que você receberá sua bagagem no aeroporto de destino final, mas não é certeza.

 

 

CONEXÕES INTERNACIONAIS:

 

 

        Existem regras e conselhos em conexões domésticas que se aplicam para as conexões internacionais como a compra de passagens aéreas com todos os trechos no mesmo bilhete e o despacho de bagagens.

 

CONEXÕES NOS ESTADOS UNIDOS OU NO CANADÁ:

     Algumas peculiaridades são exclusivas de conexões internacionais, principalmente quando ela é feita nos Estados Unidos ou no Canadá. É importantíssimo que o passageiro tenha o visto norte-americano ou o canadense caso a conexão seja feita em um destes países (cada país com o seu visto), mesmo que o destino final seja outro país. Ao fazer a troca de aeronave o passageiro é submetido à imigração e se não tiver o visto válido ele não poderá fazer a conexão.

 

     Por exemplo, se o passageiro viaja para Cancún e a conexão for feita em Dallas, nos Estados Unidos, o passageiro tem que ter obrigatoriamente o visto norte-americano para fazer a conexão em Dallas. 

 

     Passar pelo processo de imigração é praticamente regra no mundo do turismo quando a conexão é feita no mesmo país de destino. Por exemplo, se o passageiro viaja entre São Paulo e Los Angeles e a conexão for feita em Atlanta, o passageiro passará pela imigração em Atlanta, tanto na ida quanto na volta.

 

CONEXÕES NA EUROPA:

     No continente europeu consideramos a mesma regra válida caso o passageiro tenha como destino final algum país dentro da Comunidade Européia. Por exemplo, se o passageiro viajar entre São Paulo e Londres e a conexão é feita em Lisboa, a imigração para entrar e sair da Comunidade Européia é feita em Lisboa.

 

CONEXÕES INTERNACIONAIS EM UM TERCEIRO PAÍS:

     Quando o passageiro faz uma conexão em um país que não seja os Estados Unidos ou o Canadá e o destino final não se localiza no mesmo país do aeroporto de conexão então o passageiro não fará imigração na conexão. Por exemplo, se o passageiro viaja para Miami e a conexão for feita na Cidade do Panamá, então a imigração será feita somente ao chegar em Miami.

 

CONEXÕES DOMÉSTICAS PARA VÔOS INTERNACIONAIS:

     Existem casos no qual o passageiro faz uma conexão doméstica para viajar para o exterior. Neste caso ligue para a companhia aérea para confirmar onde será feita a imigração de saída. Existem variáveis que podem tirar esta dúvida. Exemplos:

 

1)    Se o passageiro embarca em um aeroporto brasileiro que não tem Polícia Federal, que é a responsável pelo setor de imigração, é certeza que o passageiro fará a conexão no aeroporto onde será pego o vôo para o exterior. Por exemplo, se o passageiro embarca em Londrina e viaja para Miami com conexão em Guarulhos, a imigração será em Guarulhos, tanto na ida quanto na volta. Neste caso o passageiro tem que ficar atento ao tempo disponível para fazer a troca de aeronave, a imigração e se for o caso um novo check-in.

 

2)    Ter Polícia Federal no aeroporto de origem não significa obrigatoriamente que o passageiro fará a imigração neste mesmo aeroporto mas em alguns casos isso pode ocorrer. Por exemplo, se o passageiro viaja de Guarulhos para Orlando e a conexão for no Galeão, no Rio de Janeiro, e se este trecho doméstico entre Guarulhos e o Galeão for a extensão de um vôo que chegou do exterior, então o passageiro já fará a imigração e o embarque na ala internacional do Aeroporto de Guarulhos e a conexão no Galeão será mais rápida e fácil. 

 

 

PRINCIPAIS AEROPORTOS NO EXTERIOR QUE RECEBEM PASSAGEIROS BRASILEIROS EM CONEXÃO:


 

BUENOS AIRES: o Aeroporto Jorge Newbery (AEP) recebe a maioria dos vôos vindos do Brasil e é o ponto de partida para as principais cidades argentinas como Córdoba, Rosário, Mendoza, Bariloche, El Calafate e Ushuaia. Já o Aeroporto Internacional de Ezeiza (EZE) oferece vôos para Sydney na Austrália. 

 

SANTIAGO: o Aeroporto Internacional Arturo Benitez (SCL) é o ponto de conexão para outras cidades do Chile além de destinos como a Ilha de Páscoa, a Polinésia Francesa, Sydney na Austrália, Auckland na Nova Zelândia e para várias cidades da América do Sul e dos Estados Unidos como Miami, Nova Iorque e Los Angeles. 

 

LIMA: o Aeroporto Internacional Jorge Chavez (LIM) é o ponto de conexão para outras cidades do Peru como Cuzco além de destinos no exterior como Cancún e a Cidade do México, no México, Miami e Los Angeles nos Estados Unidos.

 

BOGOTÁ: o Aeroporto Internacional Eldorado (BOG) é o ponto de conexão para outras cidades colombianas como Cartagena e a ilha de San Andrés além de destinos no Caribe como Aruba, Curaçao, Cancún e Punta Cana. Para os Estados Unidos existem muitas opções de destinos. Os mais procuradas são Miami, Orlando e Nova Iorque. 

 

CIDADE DO PANAMÁ: o Aeroporto Internacional de Tocumén (PTY) é o melhor ponto de conexão para todo o Caribe além de atender destinos na America Central e nos Estados Unidos. O destinos mais procurados são: Aruba, Curaçao, Saint Maarten, Havana, Cancún, Cidade do México, Los Angeles, Las Vegas, Miami, Orlando e Nova Iorque. 

 

CIDADE DO MÉXICO: o Aeroporto Internacional Benito Juarez (MEX) oferece vôos para as principais cidades mexicanas como Acapulco, Cancún e Guadalajara. A Aeroméxico oferece conexões para várias cidades norte-americanas. As mais procuradas se localizam na Costa Oeste: Los Angeles, São Francisco e Las Vegas. 

 

MIAMI: o Aeroporto Internacional de Miami (MIA) é um dos principais hubs da American Airlines e recebe vôos diretos de algumas cidades brasileiras sendo o principal ponto de conexão dos brasileiros nos Estados Unidos, principalmente com destino final a cidade de Orlando. Além de operar vôos para vários destinos nos Estados Unidos a American Airlines oferece conexões para vários destinos no Caribe. 

 

ATLANTA: o Aeroporto Internacional de Hartsfield (ATL) é a mais de 1 década o aeroporto mais movimentado do mundo com 95 milhões de passageiros (2012). É o principal hub da Delta Airlines que oferece conexões para várias cidades dos Estados Unidos e do Canadá.

 

CHARLOTTE: o mais recente aeroporto a receber vôos diretos do Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) para os Estados Unidos oferece conexões para várias cidades da Costa Leste norte-americana pela US Airways. Os destinos mais procurados são Orlando, Miami e Nova Iorque.

 

WASHINGTON, CHICAGO E DETROIT: estas 3 cidades localizadas no nordeste dos Estados Unidos recebem vôos diários diretos de São Paulo. Destas 3 cidades os passageiros podem seguir para qualquer cidade norte-americana e do Canadá.

 

NOVA IORQUE: os dois aeroportos internacionais da cidade (JFK e Newark) recebem vôos diretos de São Paulo e Rio de Janeiro e destes aeroportos os passageiros podem seguir viagem para qualquer cidade norte-americana e do Canadá.

 

DALLAS E HOUSTON: estas duas cidades texanas estão estrategicamente localizadas no centro-sul dos Estados Unidos facilitando conexões para cidades do meio-oeste e oeste norte-americano e Canadá. 

 

TORONTO: a Air Canadá opera vôos diários entre São Paulo e Toronto onde os passageiros podem fazer conexão para qualquer cidade do Canadá, além de cidades localizadas no norte dos Estados Unidos. 

 

JOHANNESBURG: a principal cidade sul-africana é um importante ponto de conexão para outras cidades localizadas no centro-sul do continente africano além de cidades no sul e sudeste asiático e Austrália.

 

ADDIS ABEBA: a capital Etíope recebe vôos do Rio de Janeiro e de São Paulo e é um importante ponto de conexão para países do Centro e do Leste da África. Lugares como Seychelles e os parques localizados no Quênia e na Tanzânia foram beneficiados com esta nova rota desde o Brasil. A Ethiopian Airlines também oferece vôos para o Oriente Médio, Índia, Tailândia, Coréia do Sul e China. 

 

LISBOA: a capital portuguesa é a que recebe o maior número de vôos vindos de várias cidades brasileiras com destino ao continente europeu. De Lisboa os passageiros podem acessar muitas cidades do Centro-Sul do velho continente, além do Marrocos e de ex-colônias portuguesas na África.

 

MADRI: a capital espanhola é o principal ponto de chegada de latino-americanos na Europa. De lá a Ibéria oferece conexões para todo o país, o continente europeu além de destinos no norte da África.

 

PARIS (CDG) e AMSTERDÃ: de Paris e de Amsterdã (2o. e 4o. aeroportos mais movimentados da europa respectivamente), hubs das empresas Air France e KLM respectivamente, é possível acessar inúmeros destinos na Europa além de cidades na Costa Oeste africana, Oriente Médio e Ásia. As duas empresas pertencem ao mesmo grupo oferecendo um maior número de opções de rotas aéreas.

 

ROMA: o Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci (Fiumicino) é o sétimo mais movimentado da Europa e recebe vôos diretos de Guarulhos, Galeão e Fortaleza sendo um importante ponto de conexão para outras 27 cidades italianas, para toda a região do Mediterrâneo europeu, asiático e africano. 

 

LONDRES (LHR): o Aeroporto Internacional de Heathrow (LHR) é o mais movimentado da Europa com 70 milhões de passageiros (2012) e o terceiro mais movimentado do mundo. É um importante ponto de conexão para destinos no Centro e no Norte Europeu e para destinos na Ásia Central, Sudeste Asiático e para a Austrália.

 

FRANKFURT: o Aeroporto Internacional de Frankfurt é o terceiro mais movimentado da Europa e está localizado no Centro do continente europeu oferecendo vôos para toda a Europa, facilitando o acesso aos destinos no Leste Europeu, África, Oriente Médio e Ásia em geral. 

  

ISTAMBUL: o Aeroporto Interacional Antaturk é um importante ponto de conexão para o Leste Europeu, para Grécia e para o Oriente Médio.

 

ABU DHABI, DUBAI E DOHA: os aeroportos localizados nestas três cidades do Oriente Médio são importantes pontos de conexão para outros destinos na região além da Ásia Central, China, Japão, Sudeste Asiático e Austrália.

 

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